Um Caixão no Egito
UM CAIXÃO NO EGITO
“Morreu José da idade de cento e dez anos; embalsamaram-no e o puseram num caixão no Egito” (Gn 50:26).
O livro de Gênesis termina com um caixão no Egito. José, filho de Jacó e príncipe do Egito, depois de sepultar seu pai, cuidar de seus irmãos e celebrar seus filhos e netos até à terceira geração, também morre na terra dos Faraós. Antes de morrer, entretanto, José profetizou o êxodo, a visitação libertadora de Deus e seu propósito de ser sepultado junto aos seus ancestrais, na terra de Canaã. José era egípcio por fora e israelita por dentro. Ele vivia no Egito, mas não era do Egito. Portanto, antes de morrer, fez os seus irmãos jurarem que levariam seus ossos do Egito para Canaã. Assim, o caixão de José no Egito enseja-nos algumas lições.
Em primeiro lugar, o caixão de José no Egito aponta que os israelitas eram peregrinos em terra estranha. José poderia ter reivindicado uma pirâmide como seu mausoléu no Egito. Era figura importante do primeiro escalão do maior império da época. Ele foi o salvador do mundo. Livrou os povos da morte. Era respeitado, amado e prestigiado. Mas, José sabia que era um estrangeiro em terra estranha. Seus braços trabalharam para o Egito, mas seu coração estava ligado ao seu povo em Canaã. Assim, de igual modo, estamos no mundo, mas não somos do mundo. Nossa pátria está na Canaã Celeste. Aqui somos forasteiros. Aqui somos peregrinos. Estamos a caminho da glória.
Em segundo lugar, o caixão de José no Egito aponta para a promessa da visitação de Deus. José disse aos seus irmãos: “Certamente Deus vos visitará, e fareis transportar os meus ossos daqui” (Gn 50:25). A visitação de Deus significa a libertação dos israelitas para cumprirem os propósitos divinos. Os filhos de Israel não seriam mais escravos do Egito, mas sacerdotes do Deus vivo, livres para adorarem ao Senhor. Não seriam mais oprimidos pelos carrascos, mas marchariam resolutos para a Terra da Promessa. Chegou o tempo em que os israelitas foram massacrados no Egito. Então, o povo clamou ao Senhor e chorou abundantemente. Deus ouviu o clamor do povo, viu suas lágrimas e desceu para libertá-los. O Deus de Israel é o Deus que ouve, vê e intervém.
Em terceiro lugar, o caixão de José no Egito era o sinal da expectativa do êxodo. O caixão de José no Egito apontava para o futuro. O caixão de José ficou no Egito aproximadamente quatro séculos. Sempre que o povo era oprimido pelo chicote do carrasco em trabalhos forçados e olhava para aquele caixão se lembrava da promessa do êxodo. O mesmo José que trouxera esperança para o mundo em vida, agora, oferece esperança para seu povo na morte. O silêncio gelado na morte, dentro daquele caixão, era uma caixa de ressonância da esperança da libertação.
Em quarto lugar, o caixão de José transportado do Egito foi uma mensagem de esperança para o povo peregrino pelo deserto. Quando os filhos de Israel saíram do Egito, depois da devastação das dez pragas, na noite da Páscoa, levaram consigo o caixão de José. Seiscentos mil homens, além de mulheres e crianças rumaram para o deserto, com bebês de colo, pessoas idosas, utensílios e rebanhos. Mas, não abandonaram o caixão de José. Seus ossos foram transportados pelo deserto durante quarenta anos. Aquela geração que saiu do Egito morreu no deserto, mas a nova geração que entrou na terra prometida continuou carregando o caixão de José até Canaã. Aquele caixão era uma voz de encorajamento ao povo para prosseguir até a da em Canaã.
Em quinto lugar, o caixão de José sepultado em Canaã era uma mensagem eloquente da fidelidade de Deus. O caixão de José chegou a Canaã e a Escritura diz: “Os ossos de José, que os filhos de Israel trouxeram do Egito, enterraram-nos em Siquém, naquela parte do campo que Jacó comprara aos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de prata, e que veio a ser a herança dos filhos de José” (Js 24:32). O caixão de José sepultado em Canaã era uma prova eloquente da fidelidade de Deus. O Senhor cumpre sua palavra, pois promessa de Deus e realidade são a mesma coisa.
Rev. Hernandes Dias Lopes
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