06/04/2026

O Cristo da Glória, o Fundamento da Nossa Fé

O CRISTO DA GLÓRIA, O FUNDAMENTO DA NOSSA FÉ

O cristianismo tem a ver com uma pessoa. Trata-se de Cristo, sua vida, morte, ressurreição, ascensão e segunda vinda. Vamos examinar esses cinco pontos como pilares da nossa fé.

Em primeiro lugar, sua encarnação. O Verbo eterno, pessoal e divino fez-se carne e habitou entre nós. Sendo Deus, se fez homem; sendo rei, se fez servo; sendo transcendente, se fez imanente; sendo rico, se fez pobre. Mesmo sendo Deus da mesma substância do Pai, não julgou como usurpação o ser igual a Deus. Mesmo sendo infinito e imenso, esvaziou-se a si mesmo. Mesmo sendo o Rei exaltado acima dos querubins, fez-se servo. Mesmo sendo o autor da vida, humilhou-se até à morte e morte de cruz. Ele desceu da glória para revelar-nos o Deus glorioso. Ele é a exata expressão do ser de Deus; o resplendor da glória; nele habitou toda a plenitude da divindade.

Em segundo lugar, sua morte. A morte de Cristo não foi um acidente, mas uma agenda eterna. Nos decretos de Deus, o cordeiro foi morto desde a fundação do mundo. Jesus não morreu porque sucumbiu ao poder de Roma. Ele não foi pregado na cruz porque Judas o traiu, porque Pedro o negou, porque o sinédrio o acusou, porque Pilatos o condenou. Ele foi para a cruz deliberada, voluntária e vicariamente. Ele caminhou para a cruz como um rei caminha para sua coroação. Sua morte não foi um fracasso, mas sua retumbante vitória sobre o diabo e suas hostes. Sua morte foi nosso êxodo. Pelo sangue de sua cruz, temos redenção e remissão de pecados.

Em terceiro lugar, sua ressurreição. A morte não pode reter Jesus no túmulo. Ele não viu corrupção. Ele entrou nas entranhas da morte, arrancou o aguilhão da morte, matou a morte e ressurgiu vitoriosamente, abrindo o túmulo de dentro para fora. Ele representa as primícias de todos os que dormem. Sua ressurreição é a garantia de que recebemos, também, um corpo imortal, incorruptível, glorioso, poderoso, espiritual, celestial, semelhante ao corpo de sua glória. O túmulo vazio de Jesus é o berço da igreja. Porque ele vive, temos viva esperança. Porque ele vive, podemos crer no amanhã. Porque ele venceu a morte, podemos gritar com todas as forças da nossa alma: “Onde está ó morte a tua vitória, onde está ó morte o teu aguilhão?” A morte foi vencida e nem tem mais a última palavra. O túmulo não é nosso último endereço.

Em quarto lugar, sua ascensão. Jesus desceu do céu e voltou ao céu. Consumada a obra da nossa redenção, o Pai o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, no céu, na terra e debaixo da terra e toda a língua confesse que Jesus é o Senhor para a glória de Deus Pai. Agora ele está assentado à direita da Majestade, como nosso grande Sumo Sacerdote. Ele é nosso Advogado, o Justo. Ele é o cabeça da igreja. Ele é o soberano Senhor do universo. Ele coloca reis no trono e os faz apear do poder. Ele dirige o universo, governa as nações, sustenta sua igreja e vive para interceder por ela.

Em quinto lugar, sua segunda vida. O mesmo Jesus que subiu ao céu, descerá do céu com grande poder e muita glória. Ele virá em grande poder com seus santos anjos. Sua vinda é certa. Ele virá pessoalmente, visivelmente, audivelmente, repentinamente, inesperadamente, vitoriosamente. Os sinais de sua segunda vinda são eloquentes. As profecias estão se cumprindo e cumprir-se-ão até aquele dia em que ele aparecerá nas nuvens com grande poder e glória. Ele descerá e se assentará no trono para julgar as nações. Ele colocará todos os seus inimigos debaixo de seus pés e lançará no lago do fogo o diabo, o anticristo, o falso profeta e todos aqueles cujos nomes não estão escritos no livro da vida. Ele estabelecerá seu reino de glória e reinará com sua igreja pelos séculos eternos. 

Rev. Hernandes Dias Lopes