DA ÁGUA DO BATISMO AO FOGO DA TENTAÇÃO
Jesus, o Filho de Deus, identificando-se com os pecadores, aos quais veio salvar, submeteu-se ao batismo de João e no rio Jordão, enquanto orava, viu os céus se abrindo, o Espírito descendo sobre ele, em forma de pomba e o Pai proclamando: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Ali estava presente a própria Trindade.
O batismo de Jesus aponta para três verdades preciosas. A primeira delas afirma sua identificação com os pecadores. Jesus não tinha pecado pessoal para submeter-se ao batismo de arrependimento pregado por João Batista. Mas, porque se identificou com os pecadores e para cumprir toda a justiça, ele foi batizado. A segunda verdade é que no batismo, Jesus recebeu a unção do Espírito Santo para exercer o seu ministério. O Espírito desceu sobre ele em forma de pomba e o ungiu para a realização de sua grande obra redentora. A terceira verdade destacada no batismo de Jesus foi sua aprovação pelo Pai. Ali no Jordão, o Pai dá um testemunho público, afirmando que Jesus é seu Filho amado, o alvo de todo o seu prazer.
Logo que Jesus foi batizado, entretanto, o Espírito o impeliu para o deserto. Não houve intervalo entre o sorriso do Pai e a carranca do diabo, entre a água do batismo e o fogo da tentação. A tentação de Jesus não foi um acidente, mas uma agenda estabelecida pelo próprio Espírito Santo. Se o primeiro Adão sucumbiu à tentação no delicioso Jardim do Éden, o segundo Adão triunfou sobre o diabo no deserto inóspito. No deserto, Jesus permaneceu quarenta dias, jejuando, sendo tentado por Satanás. O deserto é território hostil. É palco das provas mais amargas. É cenário de escassez e privação de conforto. Jesus estava cercado de feras, mas ao fim, os anjos o serviram. Nesse ambiente de prova, Satanás fustigou Jesus durante os quarenta dias que estava se dedicando ao jejum. Enquanto Jesus se deleitava no Pai, tendo estreita comunhão com ele, Satanás buscava meios e formas para subjugá-lo ao pecado.
Três foram as tentações usadas por Satanás. A primeira delas tinha a ver com o sustento físico. Jesus estava com fome e a proposta de Satanás era levar Jesus a satisfazer suas próprias necessidades, usando o seu poder em benefício próprio. Satanás sugeriu Jesus a transformar pedras em pão. O Senhor golpeou o tentador, com a espada do Espírito, citando as Escrituras: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus” (Mt 4:4). A segunda tentação foi religiosa. Satanás sugeriu a Jesus saltar do pináculo do templo, numa aventura espetaculosa, para ser aplaudido pelos homens. Inclusive citou para o Salmo 91:11,12. Porém, suprimiu parte do texto, tirando-o de seu contexto. A expressão “em todos os seus caminhos” foi tirada propositadamente do texto. A promessa de Deus nos guardar está relacionada com o andar “em todos os seus caminhos”. Deus não é parceiro das nossas loucuras. Mais uma vez Jesus terçou a espada do Espírito e respondeu: “Não tentarás, o Senhor, teu Deus”. Então, por último, Satanás ofereceu a Jesus todos os reinos do mundo e a glória deles, dizendo: “Tudo isto te darei, se prostrado, me adorares”. Petulantemente Satanás ainda disse que a autoridade e a glória desses reinos lhe haviam sido entregues e ele tinha competência para dá-los a quem quisesse. Satanás é o pai da mentira. Promete o que não tem e oferece o que não pode entregar. Ele nunca foi dono de nada. Todos os reinos do mundo e a glória deles pertencem ao Senhor. Jesus derrota Satanás, dizendo: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto”.
Vencido, o diabo deixou Jesus até momento oportuno. Voltou a tentar noutras ocasiões, usando outras armas. Mas, o Senhor cheio do Espírito Santo e manejando bem a espada do Espírito, triunfou sobre o diabo. A Escritura diz que ele foi tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Nele encontramos graça para socorro em ocasião oportuna. Ele é o nosso grande sumo sacerdote. Nele somos mais que vencedores!
-

Bíblia das Descobertas para os Pequenos
Bíblia infantil com histórias bíblicas ilustradas e atividades para crianças, ideal para introduzir os pequenos aos ensinamentos cristãos de forma lúdica e educativa.
-

-

-
